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Nascido em Saga City - Japão, formado em Engenharia Industrial, foi um dos grandes líderes desenvolvedores do Sistema Toyota de Produção, é autor de diversos livros relacionados ao ganho de produtividade e melhoria da qualidade e sua maior contribuição está relacionada à junção entre ciência e prática em prol dos resultados para a empresa.
Com o objetivo de facilitar a produção em pequenos lotes, reduzir os estoques e consequentemente eliminar os desperdicios de tempo improdutivo na Toyota Motor Company, Shigeo Shingo foi contratado como consultor em 1969 por Taiichi Ohno para desenvolver o conceito de redução de setup nas prensas de 1000T. Nascia ali o conceito SMED (single minute exchange of dies) que além de ser uma sigla é também uma meta e leva ao praticante desta metodologia à busca incanssável pela perfeição.
O SMED desenvolvido por Shingo é um conceito genuinamente japonês, de fácil compreensão, que foi desenvolvido e aperfeiçoado durante 19 anos. Impulsionado pelo Sistema Toyota de Produção, o SMED foi fortemente disseminado pelo mundo dentro da Engenharia Industrial.
O método para redução do tempo de setup de máquina (SMED)
Todo o conceito começa com a definição do tempo de setup que neste caso é definido como o intervalo de tempo entre a última peça boa do lote “A” até a primeira peça boa do lote “B” e a metodologia SMED de Shingo consiste em 4 fases distintas, são elas:
- Fase preliminar onde não há a seoparação do setup inetrno do externo
- Separação do setup interno do externo;
- Conversão do setup interno em externo;
- Racionalização das atividades da operação;
Resultados da aplicação do método de Shingo
A aplicação correta da metodologia ensinada por Shingo aliada ao correto entendimento dos ensinamentos sobre desperdicio ensinado por Ohno tem levado a indústria ao redor do mundo a obter ganhos de redução do tempo de setup de 30% ~ 50% (chegando a 80% em alguns casos) e se posicionar em níveis de classe mundial em eficiência global do equipamento, OEE.
Shingo definiu o SMED como: “[...] abordagem científica para redução do setup, que pode ser aplicada em qualquer fábrica ou equipamento” (SHINGO, 1985).
Hoje podemos concluir que esta definição deve ser entendida com muito cuidado pois há restrições que são específicas para cada segmento da indústria e que devem ser respeitados, como por exemplo a limpeza e a esterialização dos equipamentos para a indústria famacêutica cujo setup normativamente possui tempo maior que 10 minutos.
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